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Shanghai Travel

O que fazer

O que fazer em Xangai quando chove?

A chuva em Xangai é comum e os locais simplesmente seguem a vida, então um dia molhado pede que se mude o formato do dia, não que se cancele o dia: passar as horas em lugares fechados em vez de caminhar entre pontos ao ar livre, em museus e galerias, nos shoppings maiores do que se espera, nas partes internas de mercados e praças de alimentação, em passagens cobertas, teatros e cinemas, banhos públicos e casas de chá, ou num almoço bem longo. A orla do rio e as ruas antigas são as piores escolhas na chuva, expostas e escorregadias, sem onde se abrigar, e quem tem apenas alguns dias deve mudá-las para outro dia em vez de encará-las. A chuva aqui costuma ser garoa e não temporal, então esperar que passe vale mais do que abandonar o dia.

Última atualização4 min de leitura

A chuva em Xangai não é exceção. O que muda é o formato do dia: um dia seco funciona caminhando entre pontos ao ar livre; um dia molhado funciona com duas ou três horas num lugar fechado, uma refeição e depois outro lugar fechado. Cancelar o roteiro não se sustenta; cancelar a caminhada, sim.

O que funciona na chuva, e o que cada lugar oferece

  • Museus e galerias. Teto, assento, conteúdo. A maioria exige reserva com horário marcado, e em dia molhado o melhor é resolver isso na véspera; horários de abertura e dias de fechamento variam de instituição para instituição, então confirme na informação do próprio museu para aquele dia.
  • Shoppings. Bem maiores do que o visitante espera: dezenas de lojas, andares inteiros de restaurantes, cinema, áreas de brinquedo para crianças e lugares para sentar; um único prédio segura você do meio-dia ao começo da noite.
  • As partes internas de mercados e praças de alimentação. Mercado coberto, balcões de comida pronta, barracas de comida: dá para olhar, comer e sentar, e tudo continua funcionando na chuva.
  • Galerias e passagens cobertas. Não são contínuas; resolvem só o trecho entre o metrô e o shopping, mas se molhar nesse trecho já estraga meio dia.
  • Teatros e cinemas. Uma sessão de duas horas cobre um trecho de chuva; o cinema é a decisão mais fácil de tomar na hora, um espetáculo exige ingresso comprado antes, e os horários devem ser confirmados no canal oficial.
  • Banhos públicos e spas. Algumas horas, e só oferecem tempo e temperatura.
  • Casas de chá. Um bule de chá, uma mesa, uma tarde.
  • Um almoço bem longo. Sem reserva e sem plano: coma e depois espere a chuva passar.

A orla e as ruas antigas, e o quanto a chuva é forte

O calçadão da orla é todo aberto, venta, a chuva bate de lado e não há abrigo; a cidade antiga e a área do Jardim Yu são de laje de pedra e tijolo cinza, muito escorregadias quando molhadas, e com muita gente fica difícil até de andar. Os dois lugares só oferecem valor ao ar livre: quando chove, o valor se vai e o custo fica. Quem tem apenas alguns dias deve mudá-los para outro dia; se não der para mudar, corte-os.

Na maior parte do tempo a chuva em Xangai é garoa ou chuva fraca intermitente, que pode durar o dia inteiro ou parar à tarde; guarda-chuva se compra em qualquer lugar; os locais continuam fazendo compras e buscando os filhos. A primeira conclusão a abandonar é a de que a chuva acabou com o dia. A chuva de verão é outra história: chega rápido, cai forte e vem com trovão, e muitas vezes passa em uma hora; a reação certa é procurar um lugar para esperar, não desistir do dia.

O que vestir, o chão, os carros e as filas

Uma jaqueta impermeável é mais útil que o guarda-chuva, porque deixa as mãos livres; a barra da calça e o sapato são os primeiros a molhar, então evite calça comprida de cor clara e sapato de tecido que não seja impermeável, e leve um saco plástico na bolsa para o guarda-chuva molhado. Pedra de rua antiga, degraus de jardim e piso polido na entrada de shopping ficam escorregadios quando molhados: pise nas juntas e nas superfícies mais ásperas, apoie-se no corrimão ao descer escadas e reduza o ritmo quando estiver com idosos ou crianças.

No instante em que começa a chover, táxis e aplicativos são chamados por todos ao mesmo tempo: espera longa, tarifa mais alta, motorista sem vontade de entrar nos lugares mais congestionados. O metrô é o mais confiável: não pega trânsito, tem intervalo curto; vá até a estação mais próxima e resolva o resto do trecho pelas passagens cobertas.

A chuva empurra todo mundo para os mesmos lugares fechados, então um museu silencioso em dia seco não fica silencioso em dia molhado. A saída é ir no primeiro trecho depois da abertura, escolher museus pequenos e especializados, ou simplesmente ir para um shopping, uma casa de chá ou um cinema, que têm capacidade para absorver multidão.

Com crianças é preciso espaço para correr e tocar, não vitrine: áreas de brinquedo de shopping, espaços onde elas possam mexer nas coisas, um filme de animação, a seção infantil de uma livraria. Duas horas é o limite, com um lugar para sentar e comer no meio.

Uma última frase honesta: o melhor plano único para um dia molhado é um museu reservado de manhã, mais um almoço bem longo, o shopping ou a casa de chá à tarde e um filme à noite; o que se deve abandonar é a ideia de encadear a orla, o Jardim Yu e as ruas antigas numa rota de “dia de chuva mesmo assim”, onde cada passo é ao ar livre.