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Como se locomover

Avaliação do aeroporto de Pudong: a experiência real depois de pousar

Avaliação do aeroporto de Pudong: um grande aeroporto internacional que acerta na escala, na sinalização e na limpeza, e cujos pontos fracos são bem concretos, como ficar longe demais do centro, a longa caminhada do centro de transportes até o terminal, a fila grande na imigração nos horários de pico e a transferência pouco fácil entre os dois terminais. Este texto avalia só o aeroporto, sem repetir os caminhos para entrar na cidade.

Última atualização5 min de leitura

Aeroporto Internacional de Pudong

O Aeroporto Internacional de Pudong é o principal aeroporto internacional de Xangai, e a grande maioria dos voos intercontinentais pousa e decola aqui. Sobre como entrar na cidade, este site tem a comparação entre Pudong e Hongqiao e a pergunta sobre pousar e ir para a cidade; este texto avalia só o aeroporto em si.

A parte boa: ele realmente se comporta como um grande aeroporto moderno

A primeira é a escala. O pé-direito é alto e a profundidade é grande, e tanto a área de desembarque quanto a de embarque têm folga, de modo que você não é espremido logo que pousa, e o humor ao arrastar a mala melhora bastante por causa disso.

A segunda é a sinalização. O bilíngue chinês-inglês é contínuo, e as indicações de saída, restituição de bagagem e transporte ferroviário são diretas. A terceira é a limpeza: pisos, banheiros e áreas de espera se mantêm, e de madrugada ainda se vê gente da limpeza trabalhando. A quarta é o trecho depois da segurança: comida e lojas estão bem espalhadas, assentos e tomadas são densos o bastante, e o tempo de espera pelo avião passa sem esforço.

A parte ruim: distância, caminhada, filas e preços

A distância até o centro é o maior problema: mesmo de dia e com tudo indo bem leva mais de uma hora, e de madrugada e em dia de chuva leva mais; quem tem só dois ou três dias em Xangai perde meio dia em cada trecho.

A segunda é o trecho entre o centro de transporte terrestre e o terminal. A sinalização não é difícil de seguir; o caminho é realmente longo, e arrastar a mala até o fim cansa mais do que o mapa sugere. Se o portão de volta estiver no satélite, ainda se soma um trecho de trem interno. A terceira é a fila da imigração nos horários de pico: o processo é claro, mas é preciso ficar de pé esperando, e a velocidade com que a fila anda depende de quantos voos chegam ao mesmo tempo. A quarta é que os dois terminais principais ficam separados: dá para ir a pé de um ao outro, mas, somando a nova passagem pela segurança, a transferência entre os prédios não é fácil. A quinta é que os preços dentro do prédio são em geral mais altos que na cidade. A sexta é a área pública antes da segurança, onde assentos confortáveis são poucos: sofás e poltronas reclináveis ficam quase todos depois do controle. Por último, o idioma: nas lojas duty-free e nas redes de comida o inglês geralmente resolve, mas nos balcões de câmbio, de chip de celular e de informação é comum encontrar funcionários que só falam chinês.

O fluxo de chegada, etapa por etapa

A primeira etapa é desembarcar e caminhar: o trecho da ponte de embarque até a imigração é justamente onde a escala deste aeroporto aparece, e não dá para acelerar. A segunda são as formalidades de saúde e de imigração: preencher e conferir não é complicado, e o que decide a experiência é quantos voos chegam ao mesmo tempo; preencher antes o que puder ser preenchido economiza bastante tempo. A terceira é a espera pela bagagem: perto da esteira a ordem é clara, e é um bom momento para resolver internet e pagamento. A quarta é a alfândega, em geral mais fluida que a imigração: basta sair pelo canal normal. A quinta é decidir como sair: essa decisão tem de ser tomada aqui, e é exatamente aqui que os aliciadores mais se aproximam de você, então, qualquer que seja o preço que a pessoa cite, ignorar é o certo, e o ponto oficial de embarque é sempre mais confiável do que o chamado de qualquer um no saguão.

Conexão para voo doméstico, e a realidade de uma pernoite

Uma conexão para voo doméstico depende de duas coisas. A primeira é o terminal: quando o trecho doméstico e o internacional não estão no mesmo prédio, a movimentação entre eles e a nova passagem pela segurança precisam ser computadas. A segunda é o tempo: a fila da imigração, a espera pela bagagem e as incertezas da caminhada entre prédios, somadas, tornam uma conexão curta mais arriscada do que parece.

A realidade de uma pernoite e de uma conexão é esta: o aeroporto funciona sem interrupção, mas de madrugada as lojas, a comida e os balcões praticamente fecham, e os lugares onde dá para sentar são em sua maioria duros. As opções confortáveis são poucas: uma área de descanso paga dentro do terminal, ou passar a noite em um hotel perto do aeroporto.

Para quem ele serve e para quem deve ser evitado

Serve para quem tem agenda folgada e trata o dia do pouso como meio dia; para quem só faz escala ou conexão e não vai entrar na cidade; e para quem já está hospedado ou tem compromissos do lado de Pudong. Deve ser evitado por quem tem só dois ou três dias em Xangai e ainda pega um voo cedo: as duas travessias cortam o roteiro em pedaços; quem se preocupa com gastos também vai se decepcionar. Quando não dá para trocar de aeroporto, a alternativa é reservar a primeira e a última noite perto do aeroporto ou ao longo da linha 2 do metrô.

A conclusão: o aeroporto de Pudong funciona bem e é bem sinalizado, e a espera e a caminhada depois do pouso são o preço que já vem embutido nele. Se ele é bom ou não depende basicamente de quanto tempo você lhe dá: com tempo sobrando é fluido; com roteiro apertado, vira um fardo.